quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pecado, uma fruta venenosa




Pecado, uma fruta venenosa
“Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm desejo ardente.” Os 4.8

            O pecado é semelhante a uma fruta venenosa de sabor  aparentemente agradável, que a princípio, parece deliciosa e inofensível, porém alguns segundos mais tarde, aparecem os sintomas da intoxicação, que aos poucos leva a morte. O pecado é um fruto letal, que faz com que o homem fique morto espiritualmente, para aquele que foram vivificados (convertidos), é uma verdadeira tentação, que pode levar a uma queda de proporções terríveis, muitos tem caído nesta tentação, vejamos as consequências que esta ação pode levar.
Ao meditar sobre os efeitos da intoxição do fruto “pecado” na vida do crente, pude analisar os seguintes sintomas:
1.      O pecado é um fruto agradável ao paladar, pessoas o degustam como se fosse a coisa mais gostosa do mundo, enquanto degustam não percebem que o seu veneno letal já começa a fazer efeito, o primeiro sintoma seria a dormência da língua, os crentes que se deleitam no pecado, não conseguem louvar a Deus e também não conseguem mais falar de Deus aos outros.(Sl 59.12)
2.      Após deliciar-se com o sabor ele engole o “fruto pecado”, aí chega ao estômago e logo vem um instante de satisfação, de saciedade, porém alguns segundos depois começa a liberar a toxina no estômago e dores intensas começam a aparecer. Semelhantemente o “crente” que se torna íntimo ao pecado, começa então a sofrer muitas consequências do pecado que geram grandes sofrimentos, perdas, fraqueza; tudo começa a dar errado, vai-se embora a alegria, a felicidade e a paz. (Sl 32.3,4,10; 38.3-8)
3.      Um sintoma que surge em meio as estas dores é a confusão mental, a pessoas intoxicada pelo “fruto pecado”, começa a ficar tonto, desorientado, cheio de confusões, o “crente” neste estado começa a confundir se o que está fazendo é certo ou errado, perde o senso de direção espiritual, para seguir para o alvo, as vezes, pega atalhos, anda tortuosamente por caminhos que ele julga certo, sem discernimento e direção, acaba se afasta cada dia mais do caminho do Senhor. (Rm 1.28)
4.      Depois que o “fruto pecado” libera suas toxinas no interior de sua vítima, além das dores intensas (sofrimentos) e toda confusão mental, vem outro sintoma da intoxicação, a perda dos movimentos dos braços e das pernas, membros do corpo que servem para se locomover e trabalhar. Quando o “crente” se intoxica com o pecado, ele não consegue mais servir ao SENHOR, seus pés não vão mais aos pecadores e nem o leva mais a Igreja, suas mãos não servem mais ao SENHOR, nem mais se levantam nos cultos para adorar e louvar a Deus, se torna um tetraplégico espiritual. (Sl 32.3; 38.3)
5.      Outro sintoma da intoxicação do “fruto pecado” é a perda da visão e da audição espiritual, aos poucos tudo vai se tornando trevas, até ficar completamente cego. Quando o “crente” se intoxica com o “fruto pecado”, dia após dia, ele vai perdendo a visão, não consegue mais ver a LUZ DO MUNDO, Seus gloriosos feitos, Seu amor, Sua misericórdia, bem como o surdo espiritual, acaba não ouvindo mais a voz de Deus, seja na pregação da Palavra ou nos louvores, não ouve mais Deus falar com ele. Aos poucos vai perdendo a fé, vai perdendo o temor, não só deixa de ver a LUZ do mundo, como também, deixa de ser luz no mundo. Passa então a viver nas trevas e no silêncio espiritual. (Is 59.10; Ap 3.17; Jo 9.41)
6.      O penúltimo sintoma da intoxicação do “fruto pecado” é o coma, depois de todos os sintomas listados acima, vem o coma, a pessoa não responde a mais quase nenhum estímulo externo. O “crente” intoxicado com o pecado pode acabar entrando em coma, não responde a mais a quase nenhum estímulo espiritual, se ouve uma pregação, não o atinge, se vai a igreja é como se fosse a um lugar qualquer, se ouve um louvor, não lhe traz qualquer sensação espiritual, nem um sentimento sequer, já está quase morto..., porém em algumas circunstâncias isoladas dá sinal de vida, e reage a algum estímulo, mas não consegue acordar do coma.
7.      O último sintoma da intoxicação do “fruto pecado” é a morte. O “fruto pecado” tem levado muitos “crentes” a morte, eles se desviam completamente, agem com se não existisse Deus e não tem qualquer temor, fazem tudo aquilo que desagrada a Deus com prazer e não sentem qualquer arrependimento ou remorso por isso. São semelhantes ao cão que voltou ao vômito, ou a porca lavada que voltou ao chiqueiro. O estado deste é pior do que o primeiro.
O que fazer então se por acaso vier cair na tentação de comer o “fruto pecado”? Estará tudo perdido? O que fazer então? Há ainda chance de se recuperar?
Para quem comeu o “fruto pecado” e percebeu uma dormência na língua, uma dificuldade para falar de Cristo, evangelizar e louvar o Seu nome, a atitude a ser tomada é cuspir o fruto para fora, mesmo que pareça delicioso,cuspa-o, se o crente experimentar o pecado, deve logo perceber essa anomalia e rejeitar completamente o pecado, deixando de praticá-lo imediatamente e pedindo perdão a Deus por fazê-lo. (At 3.19)
Para quem engoliu o “fruto pecado”, ou seja, que já o tornou íntimo, e começou a sentir as primeiras dores da intoxicação, o sofrimento começou a aparecer, está destruindo tudo ao seu redor, sua fé, sua família, sua comunhão, seu trabalho; você deve imediatamente provocar vômito, coloque tudo para fora, não aceite que isso fique dentro de você, rejeite todo o pecado absorvido e peça perdão a Deus, o Senhor te purificará de TODO o pecado. (At 3.19; Sl 32.5;51.7,10)
Para quem já está no terceiro e quarto estágio, aqueles que ficaram tetraplégicos e cegos, surdos e mudo espirituais, devem voltar-se imediatamente para O Médico dos médicos, rogarem a Deus pela cura espiritual, Ele certamente curará de todo mal, restaurará tudo, fará com que aleijados andem, cegos vejam, mudos falem e surdos ouçam, Ele faz o impossível acontecer, para isto só é necessário que conte ao Médico Jesus o que o intoxicou, diga a ele que está arrependido do que fez, e Ele com doses de seu imenso amor, compaixão e misericórdia o curará, e juntamente com o Espírito Santo o purificará com seu lavar renovador e regenerador. (Mt 15.30,31; Rm 6.13;Ap 2.5)
Para quem já está em coma e já não respondem a maioria do estímulos espirituais, a menos que lute para viver, se colocando debaixo dos cuidados do Médico Jesus, passando por um tratamento intensivo tomando fortes doses da Palavra de Deus, unidas com seu amor e misericórdia, arrependimento e confissão, e entrega completa a Deus, juntamente com o apoio e as orações da família espiritual, ainda haverá chance para sair do coma espiritual e voltar a viver uma “Vida em abundância”. (Jo 10.10b)
Para quem já morreu espiritualmente, quem não responde mais a nenhum estímulo espiritual, pode até parecer que não, mas ainda há esperança. Uma das especialidades do Grande Médico Jesus não é somente curar as doenças impossíveis, mas também fazer o impossível, Ele tem o poder de ressuscitar mortos, no Seu histórico há uma imensa lista de atos como esse, Lázaro depois de quatro dias sepultado foi ressuscitado por Ele, a filha de Jairo e o filho da viúva Naim também, todos os dias “mortos espirituais” são ressuscitados por Ele. Mas há uma notícia preocupante, o morto não pode ir ao Médico Jesus, mas “os vivos” devem levar o Médico Jesus até ele, cabe a nós, crentes evangelizar e orar por eles, tanto àqueles que nunca viveram em Cristo, e estão mortos pelo pecado, como também, àqueles que uma vez foram “vivos” e depois morreram, as chances de voltar a viver são mínimas (Hb 6.4-6), mas não há impossíveis para Deus. (Jo 11.25)
O salário do pecado é a morte, comer este fruto leva a morte, os cristãos não podem viver na prática do pecado, devem se afastar dele, devem evitá-lo, devem fugir dele e buscar abrigo nAquele que é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações, porém se vier a cair, temos “Advogado junto ao Pai, ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 2.1,2), portanto deve então confessar o seu pecado, arrepender-se e se entregar a Jesus e Ele purificara de todos os pecados (1Jo1.9), cuidado para que aqueles que pensam estar de pé para que não caia (1Co 10.12) e lembre-se aquele que é nascido de Deus não vive pecando (1Jo 3.6,9; 5.18).
Pb. Aislan Guedes da Silva
08/11/2012

1º ANIVERSÁRIO DO NOSSO MINISTÉRIO DE CASAIS


2º ANIVERSÁRIO DA NOSSA SAF


terça-feira, 15 de maio de 2012

6º aniversário da CP Barra da Estiva


Maio: Mês da Família - Educação dos filhos


Estudo bíblico sobre educação dos filhos, baseado em Provérbios:
               
​Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. (Pv 22:6)

Vivemos em uma época cada vez mais difícil para se educar os filhos, muitos são os obstáculos a serem vencidos numa sociedade cada vez mais afastada de Deus e dos seus preceitos. Vejamos alguns obstáculos:
1.      Lei da palmada – foi aprovado a lei que proíbe os pais disciplinarem seus filhos com a tradicional e bíblica palmada.
2.      Escolas – O ambiente escolar esta cada dia menos preocupado em estabelecer valores morais às crianças, pelo contrário, as crianças estão sendo estimuladas a terem relações sexuais através da distribuição gratuita de camisinhas nas escolas, e estão sendo estimuladas a homossexualidade através da distribuição do Kit Gay nas escolas.
3.      Internet – O fácil acesso a internet faz com que os nossos filhos tenham acesso a muito conteúdo impróprio para eles, por exemplo, material pornográfico, jogos violentos, relacionamentos virtuais com pedófilos, etc.
4.      Más amizades – Nossos filhos os encontram em todos os lugares, seja na escola, como na rua, no parentesco e até mesmo na igreja. São influenciadores que levam nossos filhos a perdição.

Diante desta situação cabe aos pais cristãos tomarem uma atitude para proteger seus filhos dessas influências malignas da atualidade, com base no sábio livro de Provérbios, vamos entender a importância de educar nossos filhos:
              
              1.      É obrigação dos pais ensinarem seus filhos
            Não obrigação da escola, dos avós, da babá, da internet; mas recai sobre os pais (pai e mãe) a obrigação de educarem seus filhos, vejamos por que:
a)      Torna-os sábios - (Pv 13.1 ) ​O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão.
b)      Será benção para a vida deles - (Pv. 1.8,9) ​Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução  de tua mãe. Porque serão diadema de graça para a tua cabeça e colares, para o teu pescoço.
c)      Vão adquirir entendimento e discernimento  - (Pv 4.1 ) ​Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes  o entendimento;

2.      Se for necessário use a disciplina

Apesar da “lei da palmada” proibir os pais de castigarem seus filhos com a “vara da disciplina”, a Bíblia deixa bem claro que é necessário repreender os erros dos filhos com o castigo da vara (nem sempre é necessário usar a vara da disciplina), aí fica a questão: que lei seguir? A dos homens ou a de Deus? Certamente a dos homens nos levará ao fracasso que estamos vendo na sociedade de hoje, a Lei de Deus nos manda disciplinar, (At 5:29) “Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” vejamos algumas lições sobre a disciplina:

a)      A disciplina é prova de amor - (Pv 3:12 ) ​Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho  a quem quer bem.
b)     Desde “cedo” ensina a criança -  (Pv 13:24) ​O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.
c)      Afasta o filho da insensatez - (Pv 22:15) ​A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.
d)     Livra a sua alma do inferno - (Pv 23:14) ​Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.
e)      Dá sabedoria - (Pv 29:15) ​A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.
A disciplina deve ser feita com e em amor, a Bíblia orienta a disciplinar o filho enquanto há esperança, mas não deve exceder - (Pv 19:18) ​Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo. (Pv 23:13) Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.


3.      O filho indisciplinado é vergonha para os seus pais

Um filho indisciplinado será uma vergonha para seus pais, pois poderá acabar se envolvendo com coisas erradas, como a criminalidade, alcoolismo, drogas, prostituição, etc. Vejamos o que Provérbios diz a respeito do filho indisciplinado:
a)      Quando entregue a si mesma envergonha sua mãe - (Pv 29:15) ​A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.
b)      Ele despreza sua mãe - (Pv 15:20) ​O filho  sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe.
c)      É tristeza para seu pai e amargura para sua mãe  - (Pv 17:25) ​O filho insensato é tristeza para o pai e amargura para quem o deu à luz.
d)     É desgraça para o pai e traz brigas para o casal - (Pv 19:13) ​O filho insensato é a desgraça do pai, e um gotejar contínuo, as contenções da esposa.

4.      O filho sábio (disciplinado) alegra seus pais

Um filho que foi educado na disciplina do SENHOR se torna sábio e é alegria para seus pais. Vejamos por que:
a)      O trabalho de educar o filho não é em vão, mas para a vida toda - (Pv 22:6) ​Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.
b)      Será grande regozijo para o pai que gerar um filho sábio - (Pv 23:24) ​Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar a um sábio nele se alegrará.
c)      O filho dará descanso e delícias à alma dos seus pais - (Pv 29:17) ​Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará  delícias  à tua alma.



Aislan Guedes da Silva


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Enriquecendo-se com a Bíblia


Toda a Escritura é Inspirada por Deus…
Enriquecendo-se com a BíbliaNo Brasil, houve um tempo em que o cristão era conhecido como “Bíblia” ou “aquela gente do livro de capa preta”.
Embora esse apelido fosse empregado de forma depreciativa pelos de fora da igreja, assim como quando o próprio termo “cristão” foi cunhado pela primeira vez, em Antioquia, ou “Puritanos”, na Inglaterra do século XVI, permanece o fato de que o apelido evidenciava a ênfase, os valores, as crenças daquele povo. De alguma maneira, o motivo da chacota era também o que tornava os cristãos distintos no mundo em que viviam. É uma pena que, em nossos dias, tal distinção já não seja tão evidente.
Mas, enfim, se há algo que pode ser dito sobre o verdadeiro cristão é de que este ama a Bíblia, o livro dos livros. A Bíblia tem o peso da autoridade da Palavra divina. Este é o argumento do apóstolo Paulo a Timóteo, quando disse que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra.” (2 Tim 3.16,17)
Paulo, numa única sentença, afirma de forma clara e inquestionável a autoridade absoluta das Escrituras. E, uma vez esclarecido que Deus é o autor da Bíblia, o apóstolo passar a listar como podemos nos beneficiar dela. Por outro lado, podemos dizer que as Escrituras não serão nada proveitosas ou de muito pouca utilidade em nossas vidas, se antes não a reconhecermos como a Palavra de Deus. João Calvino desenvolveu bem esse raciocínio, ao comentar esse trecho das Escrituras:
Para asseverar a autoridade da Palavra, Paulo ensina que ela [Palavra] é inspirada por Deus. Porque, se esse é o caso, então não há qualquer dúvida que os homens devem recebê-la com reverência. Eis aqui o princípio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar. Todos quantos desejam beneficiar-se das Escrituras devem antes aceitar isto como um princípio estabelecido, a saber: que a lei e os profetas não são ensinos passados adiante ao bel-prazer dos homens ou produzidos pelas mentes humanas como sua fonte, senão que foram ditados pelo Espírito Santo 1.
Deus quis se revelar a ao homem. E ele só pode ser achado através da revelação que fez de si mesmo, nas Escrituras. O apóstolo Paulo, em sua epístola aos Romanos, demonstra que a criação atesta os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e divindade, porém, somente por meio da Palavra é que Deus, o autor da criação, pode ser realmente conhecido.
As Escrituras são pródigas em afirmar sua própria autoridade, poder e fonte divinas. O autor aos Hebreus chama a Palavra de “viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. (Hb. 4.12)
O Salmo 119 é uma celebração da Lei do Senhor. Davi utiliza as mais belas técnicas da poesia hebraica para exaltar a Palavra, a Lei do Senhor 2. Neste salmo, Davi enaltece recorrentemente a Lei, santificando-a e afirmando sua capacidade transformar, vivificar, animar, sustentar, guiar, nutrir, fortalecer, iluminar, encorajar, ensinar, advertir, exortar, corrigir.
O ponto é que Deus resolveu que tudo quanto devemos saber acerca de seu ser, seus atributos, seu caráter, sua grandeza, majestade, poder e glória; e tudo quanto deveríamos saber sobre a criação, sobre nós, os homens, nosso relacionamento original com ele, nossa queda em Adão, a realidade do pecado – e a ruptura humanamente irreparável que se estabeleceu entre ele e os homens; a salvação que ele prometeu desde o Gênesis por meio do Redentor, a sua aliança com o povo que ele escolheu para si, a vinda do cordeiro santo, o verbo eterno de Deus, que se fez homem, viveu entre nós, padeceu, morreu e ressuscitou, e ascendeu aos céus, está assentado à direita de Deus Pai e voltará para julgar os vivos e os mortos; o evangelho, o nascimento da igreja, a disseminação da fé apostólica, enfim, todas essas coisas que importam para a salvação do homem, sua nutrição, crescimento espiritual, cultivo da santidade, comunhão, ensino e edificação, Deus transmitiu por meio do livro dos livros, a Bíblia Sagrada!
Ele usou homens e mulheres, camponeses, fazendeiros, pastores de ovelha, guerreiros, profetas, reis, príncipes, sacerdotes, prisioneiros, pescadores, cobradores de impostos, médico, e tantos outros, para, inspirados por seu santíssimo Espírito, produzir uma única Palavra, inerrante, infalível, perfeita, viva e salvadora.
E ele o fez sem desconsiderar o contexto cultural, político, histórico e social do momento em que cada livro foi escrito. Ele utilizou-se até mesmo das características, formação, estilo dos homens que chamou para compor o seu santo livro. Ele compôs os 66 livros da Bíblia num período de aproximadamente 1.500 anos, em lugares diversos, em pelo menos três idiomas diferentes (hebraico, aramaico e grego) e ainda valeu-se dos mais diversos estilos literários para tanto: textos discursivos; narrativos; sapienciais e seus subgêneros (como o provérbio, a parábola, o paralelismo); poesia; cronologias; epístolas, história, onomástica, etc.
A Bíblia, todavia, tem enfrentado os mais brutais ataques ao longo dos séculos. Não são poucos os registros históricos que dão conta da ferocidade com que a Bíblia e seus portadores foram atacados, caluniados, vilipendiados, perseguidos, silenciados, aviltados, infamados e assassinados. Pior, contudo, que o ataque frontal e aberto que a Bíblia sofreu e sofre, foram as tentativas de desacreditá-la, diminuir sua relevância,  esvaziá-la de seu poder. O desprezo pela Bíblia se tornou mais e mais forte com o advento do secularismo e, mais recentemente, pela negação de valores absolutos e a rejeição de uma verdade objetiva, universal e referencial que caracterizam o pós-modernismo, o qual Albert Mohler chama de “estado de espírito de nosso tempo”.
Pior e mais letal ainda do que essa saraivada de chumbo pesado contra a Bíblia é o deconstrucionismo que a Bíblia sofreu dentro da própria comunidade cristã, mormente entre liberais e neo-ortodoxos e, mais recentemente, nos movimentos híper-pentecostais que suprimiram a autoridade e suficiência das Escrituras, substituindo-as ou equiparando-as a experiências místicas, novas revelações e autoridades que exageram o argumentum magister dixit.
Mas a Bíblia tem permanecido contra todos esses vis ataques. John Blanchard, em seu livreto sobre a Bíblia, revela dados interessantes sobre a preservação das Escrituras, sua unidade, harmonia,  atualidade e alcance de sua mensagem. Ele chama a atenção para o fato de a Bíblia ser o livro mais lido, distribuído e difundido de todos os tempos 3. As traduções também impressionam. Blahchard diz: “Há 200 anos, a Bíblia, ou parte dela, estava disponível em apenas 68 idiomas; ao fim de 2002 este número havia subido para 2.203 4”.
Sendo revelação de Deus, ele mesmo se envolveu no projeto de proteção e preservação de sua Palavra. Deus estabeleceu que sua mensagem chegaria aos confins da Terra. Uma mensagem que ele considera imprescindível, necessária e vital. Por isso, devemos nos aproximar da Bíblia com reverência, temor, cuidado, atenção, dedicação, submissão, humildade e solicitude.
Temos de amar a Bíblia. Assim fizeram os servos fieis do Senhor ao longo da história. Assim fizeram os pais da igreja e também os monges fiéis da idade média, que preservaram intacto e copiaram à exaustão e com rigorosa precisão o texto sagrado. Assim também fizeram os reformadores, que redescobriram a Bíblia e fizeram raiar a luz da aurora no horizonte tenebroso que assolava a Igreja, quando bradaram com vigor e convicção: Sola Scriptura! Assim fizeram os puritanos. Talvez não tenha havido um período na historia da Igreja em que a Bíblia fosse tão lida, tão consumida, tão valorizada, tão estudada, tão reverenciada, tão venerada como no período dos puritanos. Eles amaram a Bíblia e ensinaram o camponês, o comerciante, o artesão, o mineiro, enfim, o povo a amar e valorizar as Escrituras.
Desejo muito ver um despertamento para a Bíblia entre o povo de Deus em todo lugar e, especialmente, no Brasil. Todo verdadeiro avivamento foi precedido pela redescoberta da Bíblia e de sua autoridade, relevância e poder.  É preciso que o cristão seja conhecido por seu amor e respeito à Bíblia. É preciso que o povo de Deus volte a ser conhecido pelos de fora como o povo do livro. Como “Bíblias”!
O relançamento deste importante estudo de A. W. Pink é um convite ao leitor para apreciar, compreender e aplicar a mensagem da Bíblia em sua vida. Este livro foi originalmente publicado na forma de artigos para o Jornal “Studies in Scriptures”, entre os anos de 1930 a 1932 5. De modo muito didático, Pink organizou os 10 capítulos em 7 pontos, precedidos por uma introdução ao capítulo. Cada capítulo trabalha um importante tema da fé cristã, onde o autor, com farta evidência bíblia, leva o leitor de volta à Palavra, para de lá extrair sua instrução, exortação e correção nos caminhos de Deus.
Pink faz desses seus estudos um pequeno manual, que visa ajudar o leitor a obter o maior proveito possível com a leitura das Escrituras. Mas essa ajuda é oferecida com uma palavra de alerta: Só o Espírito pode convencer da verdade, da justiça e do juízo. Só o Espírito pode aplicar as verdades da Escritura e torná-las mais desejáveis do que ouro e o destilar dos favos. Então o leitor sincero deverá pedir a Deus que mande seu Espírito soprar em seu coração e despertá-lo para provar e ver a bondade do Senhor, na Palavra.
Que Deus abençoe aplique sua Palavra ao coração de cada leitor.
Tiago J. Santos Filho
Editor-Chefe
1 – João Calvino. As Pastorais (São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2009) pp 262 a 263.
2 – O Salmo 119 é construído na forma de acróstico; neste tipo de composição, as linhas ou estrofes iniciam, cada uma, com letras em ordem alfabética. Essa técnica, a exemplo do paralelismo, auxilia na memorização do ensino.
3 – Somente de 1997 a 2002 quase 3 bilhões de Bíblias foram impressas e distribuídas pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Em John Blanchard. Por que Acreditar na Bíblia (São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2006) p. 5
4 – John Blanchard. Por que Acreditar na Bíblia (São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2006) p. 5.
5 – Texto online de Chapel Library, acessado na internet no site:http://www.chapellibrary.org/files/archive/pdf-english/pftw.pdf

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Homenagem póstuma - Irmã Lita


Perdemos nossa amada irmã Almerinda de Amorim Neto, conhecida 
carinhosamente por LITA, membro da nossa igreja, deixou a Igreja 
Militante e foi descansar na Igreja Triunfante,  foi para a glória eterna, 
foi morar com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Jamais nos esqueceremos dos seus chazinhos do pós culto, 
da sua dedicação na Igreja, da sua bondade, da sua hospitalidade,
do seu amor fraterno, do seu exemplo de FÉ, nAquele que a salvou, 
Jesus Cristo. Até a glória eterna...

"Salmo 116:15 Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos."

Sentiremos muita saudade da nossa amada irmã LITA

João 11:25-26 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?